Missão empresarial: negócios ou turismo disfarçado?

Exportação: Você já participou de uma rodada de negócios no exterior?

No processo de exportação, as rodadas de negócios, chamadas às vezes missões de negócios são uma ótima oportunidade (se bem organizadas) para fazer promoção dos próprios produtos ou serviços, realizar contatos com potenciais compradores ou possíveis parceiros, fornecedores, investidores.

Como participar de uma rodada de negócios

Em geral são organizadas, por entidades de promoção de comércio exterior como por exemplo Apex, associações de industriais, câmaras de comércio, consórcios de promoção de exportação, etc.

A relação custo-benefício em uma participação em uma rodada de negócios para o empresário será largamente vantajosa, pois ele terá adquirido, em poucos dias, uma boa experiência e realizado contatos com interlocutores previamente selecionados por quem organizou a agenda de encontros no país visitado. Os resultados positivos de uma rodada de negócios poderão acelerar razoavelmente o processo de exportacao

Frequentemente os empresários voltam das missões de negócios decepcionados por não ter fechado negócios ou no mínimo por não ter realizado encontros produtivos que no futuro poderão gerar negócios na própria exportação.

Moral: a oferta não encontrou a demanda, como por exemplo, se você foi para vender calçados e encontrou alguém que queria comprar sandálias, ou se você queria encontrar distribuidores e lhe foram apresentados agentes de vendas, ou se você foi para encontrar um parceiro para uma aliança industrial no setor de autopeças e o seu interlocutor queria vender faróis!

Como reduzir a margem de fracasso nas rodadas de negócios?

Quero transmitir a minha experiência pessoal depois de ter organizado uma dezenas de rodadas de negócios, no Brasil, no México, na Itália.

Segue uma série de sugestões:

Antes de tudo, não aconselho missões das quais participem empresas de setores muito diferentes, como por exemplo, de alimentos, joias, móveis e autopeças, nem missões com dezenas de participantes, pois a gestão do projeto acaba sendo muito complexa. Em minha opinião, um grupo com cerca de dez empresas de um mesmo setor é o ideal.

Uma missão com boas possibilidades de sucesso deve ter como parâmetros:

  • Conhecimento do país por parte de quem coordena a missão.
  • Seleção dos participantes da missão: isso é fundamental (muitas vezes, infelizmente, é suficiente inscrever-se para participar).
  • Seleção do parceiro no país-alvo da missão que deverá organizar a agenda dos encontros.
  • Definição correta do perfil empresarial do participante e do parceiro que estamos interessados em buscar no país que será visitado.
  • Seleção dos contatos e elaboração da agenda de reuniões no país que iremos visitar.

Follow-up: na volta da missão, o organizador deverá fornecer   assistência aos empresários participantes (e isto nem sempre acontece).

Querendo deixar um cronograma das ações a serem realizadas, transmito a seguir o cronograma que eu mesmo tenho utilizado.

Cronograma das etapas na organização de rodadas de negócios

Identificação de um determinado setor industrial onde o país é reconhecidamente competitivo à nível internacional Por exemplo, software, autopeças, alimentos industrializados, moveis, mecânica, etc. Por parte da instituição que organizará a missão no meu caso tem sido federações das indústrias ou associações comerciais.

Descrizione: -BOOK Incoterms 2020

Seleção de um mercado estrangeiro receptivo para o setor escolhido, em função de uma pesquisa prévia e da coleta de informações.

Envio de um convite para assistir a um workshop dirigido à empresários selecionados do setor escolhido para a rodada de negócios.

Realização de um workshop de apresentação do país a ser visitado e do projeto da missão. É importante que entre os palestrantes haja  especialistas nas áreas de alfândega, pagamentos, aspectos legais  para transmitir ao público presente as peculiaridades nesse temas do país a ser visitado, além de um ou dois empresários que já trabalham com o mercado, para transmitir a própria experiência com o país em questão.

Depois do workshop, os empresários que estiverem interessados em participar à iniciativa deverão preencher uma ficha preliminar com os próprios dados e fatores de competitividade.

Já com um primeiro exame das fichas recebidas, será possível efetuar uma seleção prévia, eliminando empresas que não reúnem os requisitos para assegurar um mínimo de sucesso na missão.

Pesquisa de mercado

Realização de uma pesquisa de mercado no país de interesse, por parte do coordenador da missão para avaliar as possibilidades de negócios para os empresários preliminarmente selecionados e identificação de um parceiro local que deverá se ocupar da agenda dos encontros. Como por exemplo uma Câmara de Comércio, um escritório de representação da Instituição brasileira, uma empresa de consultoria, etc.

Apresentação dos resultados da pesquisa realizada no país de destino para as empresas interessadas em participar da missão com informações sobre a concorrência existente, normas técnicas exigidas, além da informação da estrutura de custos de importação e comercialização no país de destino dos produtos objeto da rodada de negócios.

Seleção das empresas interessadas na missão, que pode ter várias finalidades: exportação, joint venture, vendas, transferência ou compra de know-how, etc.

A seleção é realizada aplicando individualmente a cada empresa, com uma visita nas próprias instalações, a nossa metodologia export check-up  isto é uma avaliação da capacidade da empresa na área industrial, comercial, marketing, administrativa, técnica e principalmente checar a atitude da empresa.

Durante o encontro o coordenador elabora junto com a empresa seja a ficha técnica da empresa, seja a ficha do parceiro ideal que a empresa busca no país de destino.

Algumas das muitas informações que devem constar na ficha técnica da empresa

No final das visitas às empresas, o coordenador determina quais as empresas que tem concretamente boas possibilidade de sucesso pela própria capacidade exportadora e informa às que não obtiveram êxito positivo na análise, que não é recomendável participar da rodada de negócios, pois teriam escassas possibilidades em obter benefícios da missão.

Envio por parte do organizador da rodada de negócios, das fichas de perfis das empresas e perfis de compradores/parceiros que querem participar à missão ao parceiro local no país de destino que identificará os de potenciais interessados a se encontrarem com os exportadores.

Quem participa dos encontros?

Definição das empresas que irão participar dos encontros (do lado exportador e importador).

Definição da agenda de contatos entre o organizador e a empresa ou entidade parceira contratada no país de destino para ser a interface da rodada de negócios.

Chegada antecipada do coordenador da missão no país de destino, para verificar os últimos detalhes da logística, visita e eventual preparação do local onde se realizarão os encontros, seleção dos intérpretes, verificação junto à alfândega local para que não haja algum contratempo na chegada da missão com eventuais amostras de produtos.

Realização da rodada de negócios tendo entre outros como assistentes, especialistas locais de assuntos alfandegários, pagamentos, contratos.

Avaliações individuais de cada encontro por parte do exportador e do comprador e avaliação geral da missão por parte dos empresários (dos dois países) do coordenador da missão e do parceiro que organizou a agenda no país de destino.

Assistência às empresas um mês ou dois meses depois da missão, em relação às primeiras iniciativas que serão tomadas no mercado visitado, como também follow-up no país de destino com as empresas que receberam os exportadores.

Como foi a sua rodada de negócios? Seguiu esse cronograma?

Se você nunca participou de uma rodada e receber um convite para participar, verifique como será organizada (logo de entrada, se receber um comunicado que te convida a uma missão e não tiver um trabalho de seleção das empresas e treinamento, se você não souber antes de viajar com quem você irá se encontrar (o famoso efeito surpresa…) sugiro não participar. Se você já foi em missões e não teve muitos resultados positivos verifique se faltou algo do cronograma agora mencionado.

Se você nunca participou de uma rodada e receber um convite para participar, verifique como será organizada (logo de entrada, se receber um comunicado que te convida a uma missão e não tiver um trabalho de seleção das empresas e treinamento, se você não souber antes de viajar com quem você irá se encontrar (o famoso efeito surpresa…) sugiro não participar. Se você já foi em missões e não teve muitos resultados positivos verifique se faltou algo do cronograma agora mencionado.

Esse tema é largamente tratado com varios check list do livro ” O Exportador 7a edição”( https://vimeo.com/325931564 )

Internacionalización: recordando algunos eventos del 2019 y agradeciendo todos los que han promocionado y participado en los eventos.

Muchas gracias a todos los que han promocionado y colaborado en este año de 2019 para la realización de los muchos eventos en que he podido transmitir experiencias, conceptos, orientaciones. Grato también por la oportunidad de haber aprendido mucho gracias al hecho de compartir debates con muchos profesionales. Para todos, mis votos de felices fiestas e un prospero año nuevo, con salud, paz, éxito.

Muito obrigado a todos que tem promovido e colaborado nesse 2019 para a realização de muitos eventos, nos quais tive a oportunidade de transmitir experiências, conceitos e orientações, como também grato pela oportunidade de ter aprendido muito graças ao convívio com muitos profissionais. Para todos um feliz Natal e um 2020 com muita saúde, serenidade, sucesso.

Nicola Minervini

Cumbre EXIBED en Valencia

Premio EXIBED ” Excelencia en calidad educativa Iberoamericana

Capacitación para empresarios y ejecutivos en Republica Dominicana

Presentación de un curso online :

En Español

Capacitación online con Universidade Federal da Paraíba ( Brasil)

Debate con el profesor Carlos Araujo. (podcast)

Debate online con Thiago Furtago de GETT

Presentación de la 7a edición del libro ” O Exportador”

Serie de entrevistas con el Prof Carlos Moura.

Lanzamiento del libro ” O Exportador” y ponencias en Universidades

O Exportador. Construindo o seu projeto de exportação. 7a edição.

Amigo profissional, professor, gerente de exportação, analista, estudante, porque investir na 7a edição?

Porque é o seu consultor de bolso, o seu “GPS”, porque é um livro diferente diferente. Veja porque é diferente

Assista o video das recomendações finais.

O livro já se encontra em muitas mesas de profissionais

Um modulo dedicado às diferenças culturais

Parte do check list dedicado à China

Aqui o conceito da capacidade exportadora

Na sala virtual, encontra a nossa metodologia do export check- up para avaliar a gestão competitiva da exportação.

Cada capitulo termina com o box ” Como aplicar na empresa o que acabo de aprender

Um capitulo entero de 15 paginas e 10 check-list sobre o que fazer antes, durante e depois de participar em uma feira internacional

100 check-list para facilitar o aprendizado e usar como instrumento de trabalho

Além de tratar sobre como exportar, alertamos muito sobre como não exportar citando uma longa serie de erros comuns.

Mais livros entrando nos escritórios de consultores

Não se trata de uma 1a experiência de livro: é o 7° da serie e o 20° considerando os demais livros em Espanhol e Italiano.

Alguns comentários de quem já usa o livro no próprio trabalho diário de professor, consultor, gerente, analista, funcionário de instituições .

Mais e mais livros usados como suporte para dar aulas ou consultoria.

O livro trata desde os primeiros passos, para quem está iniciando, até uma avaliação da gestão para quem já é veterano na exportação, fornecendo instrumentos práticos de trabalho.

Como exportar? Com uma longa conversa com um exportador e um livro de cabeceira

 

Como colocar em prática o que você estudou?

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101 check-list para facilitar o estudo e usar como instrumentos de trabalho 

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O livro nas suas seis edições precedentes, desde 1991, já tem sido adotado como livro de texto em mais de 100 faculdades no Brasil 

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No final de cada capítulo, você vai verificando se aprendeu o que queria no inicio da leitura 

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Uma longa conversa com 300 paginas de um livro que chegou na 7a edição  

Diferenças culturais na Exportação

A curiosidade de entender como pensa seu interlocutor

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Os especialistas afirmam que ao redor de 70% das negociações comerciais fracassam por causa do desconhecimento da cultura dos interlocutores. Entendemos por cultura como um conjunto de normas adquiridas, fundamentadas em atitudes, valores e percepções, no contexto de uma determinada sociedade.

Apesar da preservação das boas maneiras nas relações sociais, da globalização, da Internet e da mobilidade que nos permitem conhecer ainda melhor outras culturas, ainda consideramos importante o estudo da cultura. Esse estudo nos possibilita entender melhor as motivações de compra, os padrões de comportamento, o modo como o produto, a nossa forma de nos comunicar, uma simples cor de embalagem, a quantidade de produtos em uma confecção, a forma de se cumprimentar etc., pode entrar em choque com os valores e tradições de um pais colocando a perder talvez meses de trabalho e negociações.

Adaptar-se à cultura do outro já é o primeiro passo para conseguir ganhar a confiança dele. 

Os principais aspectos das diferenças culturais na exportação

 

Com o predomínio nas nossas vidas da rede Internet através da qual estamos em contato com o mundo quase toda hora, hoje já estamos muito mais acostumados à nos deparar com diferentes tipos de cultura e a tendência parece ser uma uniformidade de comportamento (especialmente para as jovens gerações). Porém, ainda há um longo caminho pela frente até chegarmos a um “modo global de comportamento”.

Portanto nas diferenças culturais na exportação devemos considerar parâmetros como história, geografia, tradições, religião dos países que vamos visitar, conhecer o sistema de valores que está na base do comportamento dos vários povos, as formas de protocolo, o modo como as decisões são tomadas, a linguagem corporal (responsável por mais de 70% por cento das mensagens que transmitimos em um encontro).

E’ suficiente uma gafe em uma conversa descontraída em um almoço, na forma de se vestir ou de fazer gestos ou até em dar um presente “constrangedor” tudo isso pode estragar um paciente trabalho que talvez levou meses para preparar o encontro com o nosso potencial parceiro. Examinamos a seguir, uma lista dos principais aspectos culturais.

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As diferenças culturais na exportação

(principais aspectos)

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  • Conceito de tempo
  • Conceito de espaço (espaço físico entre as pessoas e privacidade)
  • Idade
  • Sexo
  • Religião
  • Superstições
  • Formas de cumprimentar
  • Conceito de higiene
  • Valores
  • Humor
  • Alimentação
  • Política
  • Linguagem corporal
  • Tom de voz nas conversações
  • Idioma
  • Presentes
  • Significado das cores
  • Significado dos números
  • Importância da família
  • Destino versus controle sobre a vida
  • Atuação com autoridade
  • Frequência de mudanças no trabalho
  • Folclore
  • Tipo de vestuário

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Alguns exemplos de diferencias culturais

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Um aviso para informar o publico que está sendo filmado: é para observar a forma muito “sisuda” (quase ameaçadora”) utilizada na Itália, a forma pragmática utilizada no Equador, a forma simpática e irônica utilizada no Brasil.

 Linguagem corporal.

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Os especialistas afirmam que 70% das mensagens que nos transmitimos durante um encontro se referem à linguagem corporal, portanto é fundamental cuidar de nossa forma de gesticular ou de nos apresentar em frente ao nosso interlocutor. Gestos “inofensivos” para nos podem ser extremamente ofensivos para o nosso parceiro ( e vice versa).Nada melhor que estudar as diferenças culturais e significados dos gestos nos países onde queremos realizar negócios.

Por exemplo o gesto do OK feito nos estados Unidos tem uma conotação vulgar no Brasil (vice versa o gesto que usamos no Brasil para dizer “tudo bem” com o polegar para cima, em alguns países é obsceno); na Bulgária se alguém mexe a cabeça de lado a lado não quer dizer que discorda de você mas que está de acordo; oferecer algo com a mão esquerda pode ser considerado ofensivo para vários povos; a aliança nem sempre se põe no dedo anular da mão; etc.

 

Conceito de tempo:

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Dependendo do conceito de tempo, as negociações serão mais ou menos longas. Por exemplo: para os países anglo-saxões, cujo lema é “time is money” (tempo é dinheiro), nada de “papo furado” ou enrolação . E’ fundamental ir direto ao ponto: seja pratico, concreto, conciso, eficiente. Vice versa nos países latinos e países do estremo oriente (onde é mais acentuado), a negociação será muito mais lenta, pois o teu interlocutor quer primeiro estabelecer um contato que leve a uma relação mais duradoura.

Uso do primeiro nome

Na América Latina, com exceção de poucos países, costuma-se tutear (chamar por “tu” ou “você”) desde o primeiro contato. Para o europeu, ao contrário, ser chamado logo pelo nome pode dar uma sensação de “invasão de privacidade” ou no mínimo de informalidade.

 

Humor

O humor está vinculado à cultura, à história e às tradições dos povos; uma piada insignificante para alguns pode ser uma ofensa para outros. Se você está morrendo de vontade de contar a seu interlocutor sua piada preferida, peça-lhe que primeiramente que ele te conte algumas. Isso lhe dará uma boa noção do senso de humor local. Se não tiver certeza de que obterá sucesso, é melhor calar-se.

 

Números e cores:

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Informe-se antes sobre o significado de números e cores, para evitar gafes. Pode ser que vai precisar trocar por exemplo a cor da embalagem, ou mudar o numero de peças em uma caixa.

Portanto o conhecimento do “outro”, a interconectividade e a interdependência são fundamentais para conhecer o amplio espectro que define uma cultura.

 Mais uma confirmação que as diferenças culturais na exportação tem um papel preponderante no processo de internacionalização, que obviamente não se limita à atividade de produção e despacho do produto.

Para saber mais sobre esse assunto, utilize os links www.doingbusiness.com

https://issuu.com/diariodelexportador/docs/revista-diario-del-exportador-n__-0/c/smo9jr3, www.businessculture.org

Esse é um dos temas tratados no Cap. 4 do livro ” O Exportador Construindo o seu projeto de internacionalização. 7a edição,  https://vimeo.com/325931564 e esse è o link da editora https://www.almedina.com.br/9788562937200 

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