Você tem certeza que continua dono da sua marca no exterior ?

Começamos pela definição

A marca é um nome, um símbolo, um desenho que deve identificar os bens ou serviços de uma empresa e diferenciá-los daqueles da concorrência.

(Philip Kotler)     Diferenciá-los, como uma impronta digital !

Uma das melhores definições da marca acredito ser a seguinte

Quantas vezes compramos um produto pela marca? (muitos de vocês devem lembrar do slogan Se é Bayeré Bom”.)

           E’ importante lembrar que para o sucesso da nossa exportação, além da divulgação da marca devemos nos preocupar com a marca do País e a imagem do nosso setor  industrial nos mercados internacionais. Podemos ter um ótimo produto , porem  se não existe no pais de destino  uma boa imagem do nosso País como do nosso setor industrial, será mais complicado a divulgação da marca  do nosso produto.

Para a divulgação da marca no exterior lembre:

  • A exportação de um produto com um nome de pronúncia fácil na maioria dos idiomas comerciais poderá ter mais sucesso . Exemplos de sucesso são: IBM, 3M, Lego, BBC, BMW, Omo, Apple, Dell. Imagine, por exemplo, a dificuldade de pronunciar uma marca como Kapturchievic em vários idiomas.
  • A divulgação da marca com um nome fácil de lembrar alcança um publico maior. (exemplos excelentes são  as marcas Shell, Apple, Nike, Mercedes)
  • O nome não deve ter significados negativos em outros idiomas: imagina a exportação da água mineral produzida no México com a marca “Risco” no Brasil E’ provável que não teria muito sucesso. Um outro exemplo com marca que lembra um significado negativo é a marca de automóveis “Nova” nos países de idioma espanhol significa no va, ou seja, “não vai”, “não anda”!
  • Uma marca também pode sugerir um aspecto positivo do produto: pense em Darmadorm, para comprimidos para dormir, ou Duracell, para as pilhas.
  • Uma marca pode ainda remeter ao país de origem do produto, como o azeite português Gallo, cujo nome remete a um dos símbolos de Portugal.  Possivelmente, a marca de uma vodca deve lembrar o som do idioma russo, e o nome de um perfume deve lembrar o idioma francês.

Defesa da marca no exterior

Algo que não está nas prioridades nas atividade da exportação por muitos empresários é o registro da marca.  

As principais vantagens do registro da marca podem ser resumidas em:

  • Constituição de direitos de propriedade, permitindo a utilização da marca em benefício próprio ou a efetivação de uma concessão a terceiros (licenças, franquias e merchandising) e gerando royalties por sua locação.
  • Capitalização como bem jurídico intangível, compondo o patrimônio da empresa.
  • Utilização exclusiva no mercado, podendo impedir concorrentes de usar marcas iguais ou semelhantes (confundíveis).
  • Como se trata de um patrimônio, admite seu uso como objeto de venda (cessão), de garantia, de concessão de capital e, em alguns casos, alcança um valor superior ao da empresa proprietária da marca, como o Google, a Coca-Cola, o Yahoo etc.

Para a gestão da marca é recomendável contatar um escritório de advocacia especializado em marcas e patentes ou em contratos internacionais. Lembre-se de que a marca pode representar um ativo importante de sua empresa, por isso deve ser tratada com o máximo profissionalismo.

Você pode acessar o site www.inpi.gov.br/pesq_patentes/patentes.htm  no qual você encontra, além de uma série de informações sobre a gestão da marca, um link com o passo a passo do registro de marcas no Brasil, como também acessando site www.wipo.int/portal/index.html  poderá conhecer as implicações da gestão da marca no mercado internacional, ou os sites  www.newpatent.es/faqs.php e oami.europa.eu/es  para obter informações sobre o mercado europeu. É importante conhecer o protocolo de Madrid − um instrumento essencial para a proteção das marcas em todo o mundo: trata-se de um sistema de registro internacional administrado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi)  www.wipo.int/madrid/en/

Para realizar a divulgação da marca, no país de destino siga esta sequencia:

  • a)Antes de tudo verifica se você registrou a tua marca no Brasil junto ao INPI, se o registro é ainda valido e tenha ao alcance o documento de registro no Brasil.
  • b) Verifique se no mercado de destino não há marcas idênticas ou muito parecidas ou algo que possa motivar uma eventual objeção por parte de outros produtores. Em outras palavras, certifique-se de que a marca está “livre”.
  • Realize uma pesquisa de mercado para verificar se é possível utilizar, em outros países, a mesma marca usada no mercado interno. Considerando as diferenças culturais, deve-se avaliar se no exterior a marca não possui um significado diferente ou até mesmo obsceno ou ofensivo. ( Por exemplo, me custou muito convencer um empresário Italiano a não lançar no Brasil uma alarme para roubo de carros com a marca “ Piranha”: Só se convenceu em mudar  a marca quando em uma oficina mecânica de São Paulo, quando apresentamos nosso produto, um funcionário da oficina nos falou “ Estou já pensando no adesivo para colar no vidro traseiro “ Cuidado: Piranha a bordo”.
  • Verifique se o Brasil tem acordos com o país de destino sobre marcas e patente e se assegure da praxe local de registro da marca considerando que a legislação pode ser muito diferente da nossa. Acessando os sites das instituições de registro de marcas (na maioria dos países isso é possível), podem-se identificar os primeiros elementos para estabelecer seu plano de ação sobre qual procedimento utilizar para a pesquisa e o registro da marca.
  • Lembre-se de que o registro da marca tutela os produtos que pertencem às classes de produtos para as quais foi solicitado o registro (para a classificação, utiliza-se o acordo de Nice), no caso que eles se enquadrarem em várias categorias.
  • Na exportação é sempre útil providenciar diretamente o registro da marca, mesmo que você tenha  um agente ou um distribuidor no mercado (ele poderia efetuar o registro, mas em seu próprio nome).

Pesquisa e registro não são suficientes, pois tem que considerar o fenômeno da pirataria

A pirataria e contrafação de marcas é um negocio que gera bilhões de dólares  por ano (lucro para os piratas e perdas para os legítimos proprietários).

Então é fundamental que você, além de registrar, tem que monitorar a marca , isto é através dos serviços de empresas especializadas em aspectos legais internacionais, você terá condições de acompanhar diariamente a evolução da tua marca  e saber se alguma empresa deposita um pedido de registro de uma marca igual ou aparecida com a tua, o que poderá criar problemas e prejuízos . Graças ao monitoramento você poderá estancar provavelmente logo no inicio, tentativos como esse.  

Enfim, devemos monitorar os tipos de experiência que nossa marca é capaz de criar no consumidor para que possamos corrigir, quando necessário, nossa maneira de atuar, principalmente com uma comunicação mais profissional e eficaz: as ferramentas mais indicadas, como Review Trackers , Talkwalker , Go Fish Digital , KnowEm

 Eytc   https://reputationbrazil.com/10-ferramentas-para-acompanhar-sua-reputacao-online-e-imagem-digital/

Nos despedimos deixando lhe uma provocação: tem certeza de ser dono da tua marca nos países onde exporta? Quanto custa registrar uma marca? Depende muito do País. Uma coisa é certa: custa muito mais não registrar  e ter que enfrentar um processo para ter de volta  a marca ou simplesmente comprar a marca de quem pirateou a tua marca. Quanto custa uma defesa da marca? Por exemplo, na China, país onde é muito fácil “perder “  a marca, a defesa em um processo pode te custar de 40.000,00 a 60.000,00 euro; nos Estados Unidos, pode chegar tranquilamente a 1 milhão de dólares.   Para mim que te escrevo, em uma ocasião, me custou US$40.000,00 comprar de volta a marca da empresa onde eu trabalhava,  de um “pirata” quando poderia ter investido US$ 400,00 para registrar a mesma! 

Um capitulo inteiro dedicado à marca no livro ” O Exportador 7a edição https://vimeo.com/325931564

Video e textos no curso online ” Export Manager” O guia do gerente de exportação” https://vimeo.com/267380105


International Trade Manager. La guía definitiva para el gerente de internacionalización.

Descubriendo algunos detalles en el curso online, único por su abordaje,  ” International Trade Manager”  ya disponible.

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Un curso con 8 capítulos, 30 clases, 21 videos (asomando 8 horas de grabación), 57 check-list, centenares de enlaces de comercio internacional, experiencias, formatos, ejercicios, presentaciones en power point, material didáctico complementario para el estudio.

Presentaciones en power point para cada capítulo

22 videos

Centenares de links para complementar el estudio

Un capítulo entero dedicado a la estructura del departamento de comercio exterior

La importancia de la integración en todos los niveles de la empresa

Quiz en cada capítulo

57 check list para facilitar la comprensión de los varios temas

Algunas de las preguntas para una evaluacion inicial de la preparación para exportar

Ejemplo de algunos puntos de una de las inúmeras tablas a lo largo de los textos

El curso tiene como base los varios libros escritos por el autor en los últimos 30 años, centenares de seminarios realizados en Ibero-América, Italia, España y su propia experiencia como ejecutivo de exportación y consultor.  

Se Uds se registra en siguiente enlace  puede tener acceso gratuitamente al 1° capitulo con textos y 5 videos https://entrenarme.com/portal.wpcurriculum.aspx?1132

Para saber más, favor contactar  Guillermo Galea, email  guillermo.galea@entrenar.se  o Nicola Minervini,   email  nicola.minervini@gmail.com

O Exportador. Construindo o seu projeto de internacionalização 7a edição. Lembranças de leitores e amigos

A última edição do ” O exportador “: Os primeiros leitores

Em companhia do mestre Carlos Moura da “Aceleraexport)

A simpatía de varios cultores do comex, na livraria

Com Thiago Furtado, da Gett com quem tive o prazer de realizar um interessante webminar (para quem não assistiu aqui o link) https://www.youtube.com/watch?v=E819d9zH9DU . Thiago mostra a “primeiríssima ” cópia do livro, que acabava de receber da editora.

Com Daniel Spitaletti, um grande profissional do comex

Algumas cópias chegando em casas de leitores

Com o mestre Daniel Mourão da Go Brazil

Livro chegando nos escritórios

Com a Prof.ra Ingrid Pfützenreuter Castanho Bizan, grande divulgadora do evento e competente profissional . Assídua leitora de nossos livros (desde o ano 2000!) Emoção e simpatia!

Com a dinámica e cordial Ana Carolina Michelini , executiva do Canal Aduaneiro, que entre os varios cursos, está promovendo o nosso curso online ” Export Manager. O guia definitivo do gerente de exportacao” https://vimeo.com/267380105

Mais leitores recebendo o livro

A simpatia e o grande conhecimento de Ana Maria Matta Walcher, a sua vez autora do livro “Tópicos de logística” .

O Exportador, 7a edição. Onde encontrar?

Em função das varias solicitações de amigos consultores, professores, gerentes, alunos, informo a seguir alguns endereços onde poder encontrar o livro ” O Exportador. Construindo seu projeto de internacionalização. 7a edição”

Os sites onde buscar a 7a edição

  1. Amazon: https://www.amazon.com.br/gp/product/8562937207/ref=ox_sc_act_title_1?smid=A2GMXF1R3LWGB2&psc=1
  2. Saraiva: https://www.saraiva.com.br/o-exportador-7-ed-2019-10605015/p
  3. Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/almedina-camoes/nicola-minervini-o-exportador-construindo-o-seu-projeto-de-int–1956293945?show_suggestion=0
  4. Almedina: https://www.almedina.com.br/9788562937200

5. Livraria da Travessa https://www.travessa.com.br/o-exportador-construindo-o-seu-projeto-de-internacionalizacao-7-ed-2019/artigo/17068fbc-f71d-49f0-b7a4-25e47c899075

   6. Martins Fontes Paulista https://busca.martinsfontespaulista.com.br/o%20exportador%207a%20edicao%20nicola%20minervini

Está também disponível a versão ebook nesses links

Brasil: https://www.almedina.com.br/9788562937231

Portugal: https://www.almedina.net/o-exportador-1572950967.html

Grato

Tenho preço e qualidade mas não consigo exportar: o que fazer?

Introdução

 

Você está tendo dificuldades para ser competitivo no exterior? Será pelo Custo Brasil, ou pela agressividade da concorrência, ou pelas barreiras dos países importadores, ou enfim pela pouca competência do seu agente de vendas?

 

São muitas as causas externas que podem ser responsáveis por esta situação. Hoje, quero falar com você sobre como reduzir a incidência dos fatores externos na competitividade da sua exportação.

 

Clique AGORA no link abaixo e veja como você pode realizar uma avaliação interna à sua empresa e identificar como realizar muitas possíveis melhorias.

 

Que tal um check-up?

 

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Muitas empresas decidem exportar pois consideram ter um bom preço e uma qualidade reconhecida no mercado interno.

Mesmo assim encontram dificuldades em ser competitivas no mercado internacional: algumas desistem, outras continuam insistindo talvez participando à alguma feira ou pesquisando na Internet possibilidades de negócios.

Vamos examinar o que pode causar essa falta de competitividade no mercado externo.

Antes de tudo, um conceito fundamental: ter preço e qualidade não é absolutamente garantia de sucesso no exterior, pois isso é o mínimo até para sobreviver no mercado interno.

 

 

Admitindo que o seu preço e a sua qualidade possam ser discretamente competitivos mesmo no mercado internacional, pode acontecer que você não consiga exportar. Onde está o problema? Será que devemos culpar o Custo Brasil ou reclamar de que a taxa de câmbio não é favorável à exportação ou, quem sabe, a concorrência ilegal dos Chineses? Claro que isso atrapalha a exportação, mas honestamente essas barreiras tem servido muitas vezes para esconder nossa falta de competitividade intrínseca (isto é, da própria empresa).

 

A única solução é tentar verificar se podemos compensar pessoalmente parte dessas dificuldades, através de uma melhor gestão da exportação. Antes de tudo, lembre-se de que o sucesso na exportação está baseado no tripé:

 

 

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Nem sequer é suficiente ter uma empresa competitiva (que é muito mais que ter preço e qualidade) para a exportação: é fundamental fazer chegar o produto da forma mais competitiva possível (transferência do produto) e realizar uma gestão do mercado profissional (e não limitar-nos a gerenciar pedidos).

 

Como então podemos verificar onde melhorar?

Realizando um check-up na nossa forma de trabalhar. (Como acontece, por exemplo, com a nossa saúde: muitas vezes pensamos que está tudo ótimo, que estamos bem, não temos sintoma algum, e aí casualmente vamos fazer um check-up e…Surpresa! Descobrimos valores errados, problemas e precisamos nos curar, mudar nossos hábitos e tomar providências imediatas para o nosso bem-estar.)

 

Como fazer um check-up na exportação?

Nós elaboramos uma metodologia de check-up há muitos anos e já a atuamos em vários países, como Brasil, México, Polônia, Eslovênia, Espanha, Vietnam, Itália. Não importa o país ou o produto, de modo geral, a “mecânica” é a mesma (claro, varia um pouco pelo tamanho da empresa, pelo tipo de produto, pela forma de vendas).

O nosso método se chama “Export check-up”. Obviamente por questão de espaço nesse artigo não podemos indicar todo o método, mas colocamos um “extrato”.

A seguir, indicamos só dez das sessenta perguntas que fazem parte do “Export check up”.

Durante a análise, você deverá marcar:

  • 0 se sua empresa não realiza o que está sendo perguntado;
  • 1 se realiza parcial ou ocasionalmente o que está sendo perguntado;
  • 2 se realmente cumpre em 100% o que está sendo perguntado.

 

1) Você verificou se, mudando a origem da matéria-prima ou de alguns componentes de seus produtos, seria possível reduzir os custos de importação para seu parceiro no exterior?

0 1 2

 

 

2) Seus fornecedores têm capacidade tecnológica e de produção para garantir a continuidade das entregas no nível máximo de qualidade e de competitividade de custos?

0 1 2

 

3) Antes de preparar uma oferta, você avalia a estrutura dos custos de importação e comercialização no país de seu interesse?

0 1 2

 

 

4) Você verificou se, utilizando os depósitos alfandegários ou as zonas francas, poderia reduzir os custos para o seu importador?

0 1 2

 

 

 

5) A sua organização de vendas (interna ou externa) é qualificada para promover com eficácia a imagem da empresa que você deseja transmitir?

0 1 2

 

 

6) O estudo das diferenças culturais é parte integrante de seu plano de comunicação e promoção?

0 1 2

 

 

7) Você adapta os argumentos de venda conforme os mercados?

0 1 2

 

8) Sua lista de preços foi elaborada em função da “engenharia dos preços”, ou seja, considerando a incidência de possíveis acordos internacionais, as alíquotas de importação e a logística, entre outros elementos?

0 1 2

 

 

9) Os mercados para os quais você exporta foram selecionados com base em pesquisas?

0 1 2

 

 

10) Nos mercados em que está atuando, você tem certeza de que o parceiro escolhido é a melhor opção disponível para vender seu produto, promover corretamente a imagem de sua empresa e oferecer o melhor serviço ao cliente final?

0 1 2

 

Você concorda que dando uma resposta a estas perguntas talvez já pode identificar onde melhorar? Como?

Vai checando as dez perguntas:

  • Mudando de fornecedores ou montando algum componente no país de destino pode ser que baixam as tarifas.
  • Pode ser que para exportar você tenha que importar (aplicando o draw-back) ou mudar de fornecedores).
  • Se você souber de antemão qual a estrutura de custos de importação e comercialização poderá fazer uma política mais acertada.
  • Se você utiliza no país de destino (quando tiver) depósitos alfandegários, pode resultar mais conveniente para o importador.
  • Se o seu pessoal de vendas não for qualificado, se você não treinar a rede de vendas no exterior, irá encontrar mais dificuldades para a exportação
  • 70% do fracasso nas negociações tem origem cultural: será que está acontecendo isso contigo? (Talvez você não esteja se comunicando bem com o importador)
  • Pode ser que o pessoal não compra porque você não está falando o que eles gostariam de ouvir.
  • Se você não faz engenharia de preços mas faz formação de preços (como ensinam nas escolas ou cursos), vai ser uma loteria conseguir exportar
  • Você exporta para os mercados que selecionou ou por casualidade alguém (não selecionado por você) lhe enviou uma solicitação de ofertas?

Acredito que ficou claro que preço e qualidade são apenas dois dos muitos parâmetros que você precisa considerar para o sucesso na exportação. Faça um check-up completo: certamente irá encontrar muita coisa que deverá ser ajustada e você verá que o preço e a qualidade, sozinhos, eram de fato insuficientes para garantir o sucesso da sua exportação.

-°-

 

No export check- up,  que consta de 60 perguntas, você encontrará muitas orientações sobre como melhorar a tua competitividade na gestão da exportação. O export check-up faz parte faz parte da sala virtual do livro ” O Exportador. Construindo o seu projeto de internacionalização. 7a edição ” https://www.almedina.com.br/9788562937200,  como também em varios videos do curso online ” Export Manager. O guia do gerente de exportação.    https://www.cognitoforms.com/CanalAduaneiroLtda/CanalAduaneiroCentroDeEnsinoEConsultoria         memso.jpg

Exportação: quais são as barreiras que uma empresa pode encontrar para exportar?

barr1.jpgIntrodução

Na exportação podemos encontrar barreiras que podem dificultar a nossa entrada nos mercados internacionais? Que tipo de barreiras são as mais comuns? São mais complicadas as barreiras alfandegárias ou não alfandegárias?

Hoje quero falar com você sobre as muitas barreiras existentes, e são bem mais do que aquelas que normalmente se conhecem.

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Muitos pensam que as barreiras à exportação são representadas por altas taxas de importação, custos de logística elevados, procedimentos de importação complexos, agressividade comercial dos chineses, protecionismo (nesse último item não podemos reclamar muito, pois o Brasil tem sido um mestre à nível mundial em elevar barreiras às importações para proteger a indústria local (muitas vezes só para “proteger” algumas dúzias de empresas locais em detrimento dos consumidores obrigados a comprar, às vezes, produtos locais caros e com pouca qualidade. Os leitores menos jovens devem se lembrar de quando no Brasil havia “carros que pareciam carroças” como falou alguém)!

Outra barreira, no caso do Brasil é o “famoso” Custo Brasil. Há décadas jogamos a culpa no Custo Brasil e acabamos perdendo o foco sobre outras barreiras. Cá entre nós, um dos maiores responsáveis pelo Custo Brasil, tem sido exatamente o elevado protecionismo do Brasil, as altas barreiras à importação de máquinas, equipamentos, tecnologia, processos inovadores, etc. O país ficou isolado da enorme revolução tecnológica que aconteceu em muitos campos. Provavelmente, em algumas ocasiões colocar o Custo Brasil como uma barreira para a exportação tem sido uma trincheira atrás da qual esconder a nossa falta de competitividade.

Mas estas são apenas algumas das barreiras. Dificilmente você encontrará nos livros, cursos, seminários, alguém que fale sobre uma das maiores barreiras à exportação: a falta de cultura exportadora na empresa, a falta de atitude, de entrosamento entre os vários departamentos. Um exemplo?

Todos os departamentos da empresa estão envolvidos na exportação: você precisa ter um produto atualizado (área técnica), fabricado com processo de produção competitivo e que mantenha os prazos de entrega (área industrial) com insumos e componentes de ótima qualidade, preço e conformidade com normas internacionais (área de compras), com custos industrias “bem afinados” (área administrativa/industrial), com um mínimo conflito possível com o departamento de vendas no mercado interno e obviamente precisa de uma sincronia entre as várias áreas da empresa com a supervisão do diretor geral.

Acontece isso normalmente na empresa? Infelizmente não é raro que nas empresas exista um constante conflito do gerente de exportação com as outras áreas para acelerar prazos de entrega, vender a ideia de investir em adaptações de produtos, fazer aceitar condições de pagamento competitivas para os clientes, etc. Conclusão: o gerente de exportação deve gastar muitas energias não só para conquistar clientes que comprem o produto, mas também para conquistar os colegas para que eles comprem a ideia que a exportação não é um assunto exclusivo do departamento de exportação, mas de toda a empresa. Por isso eu há anos afirmo que muitas vezes

É mais difícil vender a ideia da exportação na empresa do que vender o produto no exterior!

O que mais tem atrasado o nosso percurso na internacionalização (e portanto tem representado barreiras) foi uma série de fatores tais como:

  • Fatores históricos − apesar de o Brasil ter tido o exemplo do Barão de Mauá (na metade do século XIX) como precursor da globalização, a economia brasileira só se abriu para o mundo a partir da década de ‘90, depois de décadas de economia fechada e protecionista, além dos períodos de instabilidade econômica que o país enfrentou.
  • Fatores culturais − o Brasileiro prefere resultados imediatos, a curto prazo; está sempre atarefado com o dia a dia da gestão do mercado interno − e a exportação requer paciência, persistência e investimento.
  • Fatores estruturais − o tamanho do mercado brasileiro é considerável, e isso faz com que muitas empresas se ocupem somente com o abastecimento do mercado interno. Outra questão é que estamos longe dos principais fluxos de comércio (América do Norte, Europa e Ásia). Além disso, o elevado custo do dinheiro não nos permite investir muito em internacionalização.

Como podemos observar, não são poucos os obstáculos encontrados na gestão da internacionalização. Veja a seguir um check-list das barreiras à exportação mais conhecidas.

Principais barreiras à exportação

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Por parte do exportador:

Falta de cultura exportadora, de atitude.

Falta de estrutura interna profissional adequada para gerenciar a internacionalização.

Desconhecimento das problemáticas da exportação

Falta de recursos.

Por parte do país exportador:

  • “Sistema país” pouco competitivo (Custo Brasil, por exemplo).
  • Excesso de regulamentações.
  • Falta de suficientes investimentos na divulgação de uma correta imagem do Brasil perante os países importadores (a marca “made in Brasil” é frequentemente ligada aos estereótipos do país tropical).
  • Políticas cambiais inadequadas.
  • Custos financeiros elevados.
  • Instabilidade econômica.

Por parte do importador:

  • Falta de profissionalismo.
  • Falta de estrutura.

Por parte do país importador:

  • Falta de imagem do Brasil (a marca “made in Brasil” é frequentemente ligada aos estereótipos de país tropical e menos à uma grande potência industrial).
  • Diferenças culturais.
  • Impostos de importação.
  • Normas técnicas (que muitas vezes servem para proteger a indústria local).
  • Procedimentos de homologação de produtos.
  • Exigências de inspeção prévia ao embarque dos produtos.
  • Procedimentos de importação complicados, exigências de guia de importação e tempos para emissão das mesmas, normas do tipo “Similar nacional” (se aplicam tarifas maiores quando existe no mercado um produto “similar” ao importado.) Nós no Brasil temos muita experiência com esses tipos de travas!
  • Localização geográfica (que pode acarretar custos elevados de transporte).
  • Excesso de regulamentações e demora na verificação de documentos necessários à importação.
  • Normas de procedimento para emissão do certificado de origem.
  • Legislação antidumping* (vender no exterior a um preço menor que no mercado interno (e no caso do Brasil temos tido muitos processos nesse sentido devido a incentivos dados à exportação) https://www.slideshare.net/wshy/dumping-y-subvenciones
  • Política cambial.
  • Travas várias para a emissão do pagamento das importações
  • Quotas e contingenciamento das importações
  • Acordos bi o multilaterais com outros países que podem penalizar importações de países que não fazem parte do acordo.
  • Exigências eventuais sobre o percentual de conteúdo local dos produtos a serem importados
  • Atividade agressiva de concorrentes locais ou estrangeiros presentes no país.
  • Custos financeiros elevados no mercado.
  • Falta de moeda conversível
  • Poder de pressão dos sindicatos (que exigem o uso de produto local ou até boicotam o produto importado).
  • Instabilidade econômica.
  • Leis sanitárias e fitossanitárias com consequente dificuldade em identificar a equivalência dos processos de verificação sanitária.
  • Protecionismo excessivo à indústria local.
  • Subsídios à indústria ou à agricultura local.
  • Imposição de preços mínimos.
  • Embargo (por exemplo a proibição de importar qualquer produto de um determinado país, por motivos quase sempre políticos ou de retaliação).

______________________________________________________________________

Obs.: É suficiente dar-se o trabalho de pesquisar como era importar no Brasil na época da “famosa” CACEX para encontrar muitas das barreiras mencionadas (e outras mais sofisticadas). Digo isso por experiência própria pois nessa época eu exportava com muita dificuldade da Itália para o Brasil.

 

Como podemos observar, não são poucas as barreiras para a exportação. Claro que algumas são intransponíveis, outras dá para contornar, outras ainda é possível enfrentá-las. Claro que isso depende de muitos fatores, como o tipo de produto, a concorrência, o mercado de destino o tamanho e os recursos da sua empresa, o seu trabalho junto com o parceiro no mercado, etc.   Por isso então a importância de efetuar antes do início do nosso caminho rumo à exportação, uma avaliação interna da empresa, um estudo de mercado e de produto e conhecer de antemão quais as barreiras que devemos e podemos enfrentar e quais as que não temos condições superar. Em função disso vamos traçar nosso plano de trabalho. Na dúvida, que tal fazer a nossa lição de casa: antes de reclamar das barreiras externas vamos começar a eliminar as barreiras internas na nossa empresa, que não são poucas, através de método, profissionalismo, informação e formação.

Uma ideia das nossas barreiras internas?

Examine o conceito do “efeito iceberg”: poderia ter muita coisa para pôr em ordem na nossa empresa. Quem sabe quantas barreiras a menos iremos enfrentar se melhorarmos a nossa capacidade exportadora!

19575295_1242928509162840_3834407796013418348_o.jpg Para saber mais

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/03/exportador-brasileiro-enfrenta-27-barreiras-aponta-estudo.ghtml

https://www.diariodelexportador.com/2014/11/cuales-son-las-barreras-la-exportacion_14.html

Esse tema como muitos  outros sao tratados na 7a edicão do nosso livro ” O exportador ” veja o video https://vimeo.com/325931564 e esse è o link da editora

https://www.almedina.com.br/9788562937200

e em nosso curso online Export Manager:O guía do Gerente de exportacão

cursos@canaladuaneiro.com.br

011 2495.5460

https://www.cognitoforms.com/CanalAduaneiroLtda/CanalAduaneiroCentroDeEnsinoEConsultoria